O Dia Mundial da Artrite, celebrado em 12 de outubro, foi instituído em 1996 para promover a conscientização global sobre a doença. Todos os anos, a Arthritis Foundation destaca essa data especial para divulgar informações sobre o amplo impacto da enfermidade.

Embora seja uma das doenças mais comuns do mundo, a artrite não tem cura, e muitas pessoas desconhecem suas repercussões físicas, emocionais e econômicas.

A doença é, muitas vezes invisível, mas seu impacto é bastante visível: a artrite afeta meio bilhão de pessoas no mundo todo, sendo responsável por quase 1 milhão de internações hospitalares por ano. Entre os adultos com artrite quase metade (47%) tem pelo menos uma outra doença ou distúrbio.

Artrite e outras doenças articulares não traumáticas estão entre as cinco condições mais dispendiosas entre adultos com mais de 18 anos. Além disso, os acometidos perdem mais dias de trabalho por ano por esta causa do que adultos com qualquer outra condição médica.

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória, autoimune, crônica e progressiva, com causa ainda desconhecida, que provoca dor, rigidez e inchaço de múltiplas articulações (mãos, punhos, cotovelos, joelhos, tornozelos, pés, ombros, coluna cervical), desgaste nas cartilagens e nos ossos, além de deformidades nas mãos e nos pés. Também pode afetar órgãos internos, como pulmões, coração e rins, nos indivíduos geneticamente predispostos.

A doença afeta duas vezes mais mulheres do que homens, sendo a maior incidência, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), entre mulheres na faixa dos 30 aos 55 anos, mas também atinge pessoas de ambos os sexos e de todas as idades, inclusive crianças. A forma juvenil da enfermidade tem início antes dos 16 anos e acomete número menor de articulações. Mais de 2 milhões de brasileiros vivem com artrite reumatoide.

Sintomas:

No início, os sintomas da artrite reumatoide podem ser insidiosos e comuns a outras enfermidades ou ocorrer abrupta e simultaneamente. Os mais comuns são rigidez matinal que regride durante o dia, mal-estar, diminuição do apetite, perda de peso, cansaço, febre baixa, inchaço nas juntas das mãos, punhos, joelhos e pés, que se deformam com a evolução da doença.

Tratamento:

Quanto mais cedo for diagnosticada a artrite reumatoide e iniciado o tratamento, melhor será o prognóstico. Embora ainda não se conheçam os recursos para a cura definitiva, é possível obter a remissão dos sintomas, preservar a capacidade funcional e evitar a progressão das deformidades.

Repouso só deve ser indicado em quadros muito dolorosos e por pouco tempo. A atividade física e a fisioterapia são importantes para controlar o comprometimento das articulações e a perda da mobilidade.

O tratamento medicamentoso inclui analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINE), corticosteroides e drogas imunossupressoras. Alguns medicamentos mais recentes, desenvolvidos através de tecnologias baseadas na biologia molecular, trazem novas possibilidades terapêuticas.

A cirurgia e a colocação de próteses articulares podem representar uma opção de tratamento nos estágios avançados da doença.

A adesão à terapia e o acompanhamento contínuo de um reumatologista são essenciais para controlar os sintomas, minimizar a progressão da doença e reduzir o risco de danos irreversíveis às articulações, tecidos e órgãos.

Importante:

– A artrite reumatoide sem tratamento pode ter como consequência a total incapacidade de movimentar-se;

– Não se automedicar nem atribuir ao envelhecimento sinais que possam ser indicativos da artrite reumatoide. Procurar assistência médica.

Fontes:

Arthritis Foundation

Conselho Regional de Farmácia do Ceará

Dr. Dráuzio Varella

Imagem: Espaço Cultural de Emília Eiko

Sociedade Brasileira de Reumatologia

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