O deputado federal André Janones (Rede-MG) terá uma reunião às 17h30 desta quarta-feira (14/10) no gabinete do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, para discutir a liberação do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.O encontro foi marcado após o parlamentar apresentar um pedido de reconsideração da decisão que mantém o canal fora do ar. O parlamentar, porém, ainda não sabe se será recebido pelo próprio ministro ou por um juiz auxiliar.O deputado espera que a reunião resulte na liberação imediata do canal, utilizado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha à reeleição.Até agora, a retomada do “Exército do Lula” está prevista apenas para quinta (15/10). Na terça (13/10), Nunes Marques autorizou o retorno do canal, mas exigiu o cumprimento de um prazo de 48 horas após o registro de seu endereço eletrônico pela campanha petista na Justiça Eleitoral.A reunião também acontecerá após uma série de decisões conflitantes sobre o funcionamento da comunidade do WhatsApp.No domingo (11/10), Nunes Marques determinou a suspensão do canal após um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno. Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, autorizou provisoriamente sua retomada. Leia também Manoela Alcântara“Exército do Lula”: Janones contesta Kassio e pede anulação de decisões BrasilMendonça dá 3 horas para Janones apagar vídeo contra Flávio Bolsonaro Brasil“Exército do Lula”: após registro no TSE, Nunes Marques autoriza canal Na terça, Nunes Marques derrubou a decisão de Cueva e voltou a suspender o canal, desta vez sob a justificativa de que o endereço não havia sido registrado oficialmente no TSE. A campanha de Lula cumpriu a exigência, mas o ministro manteve a espera de 48 horas para novas publicações e a entrada de seguidores.O impasse também provocou uma disputa entre os dois ministros. Na noite de terça, Cueva pediu que Nunes Marques encaminhasse o caso com urgência ao plenário do TSE, para julgamento presencial ou virtual.O corregedor afirmou que a controvérsia “transcende o funcionamento de um canal de comunicação eleitoral” e envolve a divisão de atribuições entre a Presidência e a Corregedoria-Geral Eleitoral.









