Fábia Oliveira

Em entrevista à coluna, atriz relembrou um dos boatos que mais repercutiram sobre sua vida pessoal ao longo dos mais de 20 anos de carreira

Fábia Oliveira

04/10/2026 09:00

Reprodução/Instagram

Marina Ruy Barbosa relembrou um dos boatos que mais repercutiram sobre sua vida pessoal ao longo dos mais de 20 anos de carreira. Em entrevista à coluna Fábia Oliveira, a atriz falou sobre os rumores de que teria se envolvido com José Loreto nos bastidores de O Sétimo Guardião, em 2019. Na época, o ator se separou de Débora Nascimento em meio a especulações de traição, e Marina foi apontada como pivô da crise. Os dois sempre negaram que tivesse acontecido um envolvimento amoroso.

Anos depois, Marina ainda considera o episódio um dos exemplos mais marcantes de como uma especulação pode ganhar proporções muito maiores. “Uma [história] específica que virou um grande circo, foi de que eu teria tido um envolvimento com o José Loreto. E muita gente realmente quis acreditar nisso. Acho que porque é mais interessante e rende mais acreditar que sim”, afirmou.

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A atriz também contou que a situação a fez refletir sobre o impacto das informações falsas. “Foi uma época que realmente me fez repensar na maldade e até onde as mentiras podem criar uma força. É cruel, ainda mais quando isso é misturado com o seu trabalho, que eu levo muito a sério”, declarou.
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Marina Ruy Barbosa
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Marina Ruy Barbosa posa com um look preto
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Marina Ruy Barbosa posa de look preto no Instagram
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Marina Ruy Barbosa explicou ainda que, depois de mais de 20 anos sob os holofotes, aprendeu a diferenciar a imagem pública da vida que realmente leva. “Existe a Marina pública, que inevitavelmente será interpretada pelas pessoas, e existe a minha vida real”, disse.
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Segundo ela, no início havia uma necessidade maior de desmentir tudo o que considerava falso, mas isso mudou com o amadurecimento. “Crescer foi também aprender a não gastar toda a minha energia tentando fazer essas duas versões coincidirem”, refletiu.
Além das especulações sobre a vida, Marina falou sobre privacidade, maternidade e as transformações pessoais dos últimos anos. “Eu não escondo a minha vida, mas também não acredito que tudo o que é verdadeiro precise se tornar público para ser validado”, afirmou.
A atriz também revelou que tem certeza de que quer ser mãe, mas pretende respeitar o próprio tempo: “Tenho muita certeza de quero ser mãe e acho que isso vai acontecer no momento certo pra mim”.
Leia a entrevista completa com Marina Ruy Barbosa:
Qual foi a maior mentira que você já leu sobre a sua vida?
Depois de mais de 20 anos sendo uma pessoa pública, é difícil eleger uma! Hahaha. Mas talvez o mais curioso não seja uma mentira específica. É perceber como uma hipótese vira manchete, a manchete vira “informação” e, algum tempo depois, aquilo aparece como se fosse um fato histórico sobre a sua própria vida. No começo eu tinha uma necessidade enorme de corrigir tudo. Hoje entendo que seria impossível. As pessoas acreditam no que querem acreditar. Existe a Marina pública, que inevitavelmente será interpretada pelas pessoas, e existe a minha vida real. Crescer foi também aprender a não gastar toda a minha energia tentando fazer essas duas versões coincidirem.
Mas pensando em uma específica que virou um grande circo, foi de que eu teria tido um envolvimento com o José Loreto. E muita gente realmente quis acreditar nisso. Acho que porque é mais interessante e rende mais acreditar que sim. Mas foi uma época que realmente me fez repensar na maldade e até onde as mentiras podem criar uma força. É cruel, ainda mais quando isso é misturado com o seu trabalho, que eu levo muito a sério.
Você apareceu em público em um novo relacionamento em 2023 e uma relação mais reservada. Depois de viver relacionamentos mais expostos, o que você aprendeu sobre o que vale a pena compartilhar e o que precisa ficar só entre vocês?
Aprendi que privacidade e segredo são coisas completamente diferentes. Quando comecei minha vida amorosa, com 15 anos eu já era de certa forma “famosa”, mas não tinha noção e nem as redes sociais tinham o alcance e proporção que tem hoje. Acho que todos nós fomos aprendendo a lidar com isso. E desde que me vi refém de certa forma (até porque já que eu expunha minha vida pessoal mais abertamente) de ter que dar uma satisfação de cada momento que eu estava vivendo. Recalculei um pouco a rota do que me fazia bem e não afetava diretamente emocionalmente e que não tinha ligação com meu ofício, afinal, ter milhões de pessoas opinando sobre cada detalhe de um recorte do que elas imaginam pode ser cruel e até confundir sua cabeça ou acelerar e atrapalhar processos que você mesma ainda está tentando descobrir.
Eu não escondo a minha vida, mas também não acredito que tudo o que é verdadeiro precise se tornar público para ser validado. Quando você vive há muitos anos sob algum nível de exposição, começa a entender que compartilhar também significa permitir interpretações sobre aquilo que você compartilhou. E existem coisas que eu não quero transformar em narrativa pública. Hoje tento me preservar mais nesse sentido, para me respeitar… Não por medo, mas porque entendi o valor da intimidade. Talvez amadurecer também seja descobrir que algumas das coisas mais importantes da nossa vida não precisam de testemunha.
Aos 31 anos, você sente alguma pressão quando o tema é maternidade? O que você pensa sobre isso? É um desejo?
Existe uma pressão social sobre a mulher que muda de forma conforme a idade. Em determinado momento perguntam sobre namoro, depois casamento, depois filhos, como se houvesse uma cronologia universal para uma vida bem-sucedida. Eu não acredito muito nisso. Maternidade é uma decisão enorme e profundamente individual. Não deveria nascer de um calendário externo, de uma expectativa ou de uma cobrança social. Eu tenho muita certeza de quero ser mãe e acho que isso vai acontecer no momento certo pra mim. Tenho aprendido a respeitar mais o meu próprio tempo. Acho que existe uma liberdade muito grande quando você percebe que uma vida não precisa obedecer ao roteiro que escreveram para ela antes mesmo de você chegar.
Qual foi a maior mudança na Marina dos últimos cinco anos, aquela que talvez o público não perceba?
Acho que parei de confundir maturidade com controle. Durante muito tempo fui extremamente disciplinada e continuo sendo, mas existia em mim uma necessidade muito grande de fazer tudo certo, cumprir expectativas, antecipar problemas, organizar o próximo passo. Talvez porque eu tenha começado a trabalhar muito cedo, aprendi rapidamente a ser responsável. Só que existe uma diferença entre responsabilidade e tentar controlar a vida.
Nos últimos anos aconteceram coisas que me lembraram que não controlamos quase nada. Pessoas mudam, relações mudam, o corpo muda, prioridades mudam, carreiras mudam. E, paradoxalmente, acho que fiquei mais corajosa quando aceitei isso. Hoje tenho menos medo de mudar de ideia, de começar de novo, de dizer não, de não ser compreendida imediatamente. E talvez a maior transformação seja justamente essa: estou menos interessada em construir uma versão impecável de mim e mais interessada em construir uma vida que faça sentido para mim.

