Política / Eleições 2026

Levantamentos projetam número de resoluções maior do que no último pleito, em 2022

0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x

00:00

00:00

Tarcísio, Fonteles, Cleitinho e Mello estão entre os possíveis eleitos em primeiro turno — Foto: Montagem sobre fotos

O Brasil vai às urnas neste domingo sob um retrato de alto nível de definição nas disputas para os governos dos estados: pelo menos 16 candidatos podem ser eleitos já em primeiro turno. É o que aponta o compilado dos levantamentos de Quaest e Datafolha divulgados no sábado, que mostra também um cenário aberto em sete estados e outros quatro que se encaminham para um segundo turno. A projeção é mais alta do que o resultado da última eleição, de 2022, quando 14 estados e o Distrito Federal elegeram governadores em primeiro turno.

- O pêndulo da Câmara: Centrão fica sem lado para tentar ampliar o poder

- Protagonismo inédito: de investigações à composição da Corte, STF tem futuro atrelado às urnas
O GLOBO considerou os estados em que o candidato líder das pesquisas tem pelo menos 50% dos votos válidos e mais de 5% de vantagem em relação ao rival como aqueles com vitória provável no primeiro turno. São eles: Amapá, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Piauí.
No caso dos estados em que o líder tem menos de 45% dos votos válidos, o segundo turno é considerado encaminhado: Acre, Amazonas, Paraná e Rio Grande do Norte.
Já os casos intermediários são considerados cenários abertos. A única exceção é a disputa de Pernambuco, que tem dados díspares entre as pesquisas Datafolha e Quaest, e acabou classificada como cenário aberto: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Rio de Janeiro e Tocantins.
O pleito com maior vantagem projetada no país é a de Santa Catarina, que tem Jorginho Mello (PL) com 71% dos votos válidos em pesquisa Quaest. Correligionário de Flávio Bolsonaro (PL), o governador tem tudo para conquistar o segundo mandato. Rivais, João Rodrigues (PSD) tem 14%; Gelson Merísio (PSB), 12%.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/04-07-2023
O panorama catarinense é seguido de perto pelos do Piauí e do Mato Grosso do Sul, ambos com líderes de pesquisa no patamar dos 67% de votos válidos. No primeiro, Rafael Fonteles (PT), este aliado de outro presidenciável, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também se encaminha para a reeleição, ante a 28% do rival, Joel Rodrigues (PP). No estado do Centro-Oeste, Eduardo Riedel (PP), outro nome da direita, deve fechar a eleição no primeiro turno. Seu rival, Fábio Trad (PT), tem 23%.
Outros casos de ampla vantagem estão em Roraima, onde Arthur Henrique (PL), vencedor de eleições suplementares (mas que não assumiu o governo interino por problemas de candidatura) deve derrotar novamente o rival Soldado Sampaio (Republicanos) para enfim chegar ao Palácio Senador Hélio Campos (64% a 34%); e em São Paulo, onde o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) caminhou sempre à frente do rival Fernando Haddad (PT) até abrir a larga vantagem (60% a 35% no Datafolha e 60% a 36% na Quaest).
Disputas acirradas
Dentro das disputas com o cenário aberto, há o Rio de Janeiro, onde Douglas Ruas (PL), aliado de Flávio Bolsonaro, cresceu e ameaça o que parecia um domínio confortável de Eduardo Paes (PSD), correligionário de Lula. Nas últimas pesquisas, Paes lidera por 46% a 38% (Datafolha) e 49% a 40% (Quaest).
Ruas e Paes durante o debate no Rio — Foto: Alexandre Cassiano
Também se destacam as disputas acirradas na região Nordeste. Numa eleição que sempre pareceu imprevisível na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) aparece quatro pontos percentuais à frente de ACM Neto (União Brasil) na última pesquisa da Quaest: 52% a 48%. Em Alagoas, Renan Filho (MDB) tem 50% contra 49% de JHC (PSDB). Já no Ceará, Ciro Gomes (PSDB) viu o rival Elmano de Freitas levar a disputa para o empate técnico na segunda metade da campanha: o petista tem 50% a 47% no Datafolha e 50% a 49% na Quaest.
Destes, o pleito mais intenso é o de Pernambuco. Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) disputam a eleição ponto a ponto no estado, e a atual governadora vem mantendo uma curtíssima vantagem sobre o ex-prefeito de Recife. Nas últimas pesquisas, Lyra aparece liderando 49% a 48% (Datafolha) e 52% a 47% (Quaest) em votos válidos.
Raquel Lyra e João Campos se enfrentam na eleição pelo governo de Pernambuco — Foto: Reprodução/Redes sociais
Mais recente Próxima Legado em xeque: bem avaliados, Ratinho, Leite, Helder e Zema sofrem ao transferir votos e veem aliados em dificuldades


