Soneto 74 é um dos 154 sonetos de William Shakespeare, compondo os sonetos da série ao Belo Rapaz (do Soneto 1 ao Soneto 126).

Estrutura Forma: Soneto inglês Rimas: ABAB CDCD EFEF GG Métrica: Versos decassílabos Ritmo: Pentâmetro iâmbico

Sinopse Neste soneto, que dá continuidade ao verso 73, o poeta consola o amado dizendo-lhe que apenas o corpo do poeta morrerá; o espírito do poeta continuará a viver na poesia, que é do amado. Este é o último dos quatro sonetos que tratam da velhice e da morte. Finalmente, a possibilidade de sobrevivência assume uma dimensão espiritual. O fato de o Tempo poder levar tudo é atenuado pela persistência da "melhor parte de mim", que triunfa sobre a morte do corpo. O poema se conecta a muitos outros da série, especialmente aqueles que tratam da união dos amantes, pois aqui o espírito do poeta é também o da amada, e seu espírito se manifesta em seus versos, que serão um monumento e uma homenagem para toda a eternidade. Assim, o milagre se realiza: a substância inerte de sua carne, não mais digna do que a covarde conquista da faca de um miserável, se transforma na magia do verso eterno que vence a morte e permite que o amor floresça onde parecia destruído por ela.

Traduções

Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta Num quatorzain monostrófico, sem obediência a métrica, ritmo ou rima, faz uma tradução próxima à literal.

Tradução de Paulo Camelo Apresenta sua tradução num soneto inglês, com rimas ABAB CDCD EFEF GG, em decassílabos por pentâmetro iâmbico, acrescentando-lhe um ritmo holístico.

Tradução de Milton Lins Coonstruída como um soneto inglês em decassílabos por pentâmetro iâmbico em quase todos os versos, esquema rímico ABAB CDCD EFEF GG.

Tradução de José Arantes Júnior Num soneto inglês com esquema de rimas ABAB CDCD EFEF GG, construindo os versos com 36 caracteres cada um, para aparentar uma figura geométrica (retângulo), quando utilizada fonte monoespaçada, acrescentando-lhe um título.

Notas

Referências