A forte demanda por infraestrutura de inteligência artificial deve continuar superando a capacidade de produção da indústria pelos próximos dois a três anos . A avaliação é do CEO da Intel, Lip-Bu Tan , durante apresentação em um evento promovido pelo DBS Bank em Cingapura. O executivo destacou que gargalos contínuos na cadeia de suprimentos, principalmente restrições em memórias, silício e empacotamento , devem manter o mercado sob pressão. Apesar de prever que a busca por poder computacional seguirá aquecida, Tan alertou que a indústria entra em uma fase na qual os investimentos multimilionários precisarão se justificar . O custo de capital elevado e a necessidade de comprovar o retorno sobre o investimento tornaram-se os principais desafios para as empresas que financiam grandes ecossistemas de IA, exigindo que os projetos demonstrem valor prático além do entusiasmo inicial. Mudanças na arquitetura de servidores e novas tecnologias O executivo também detalhou transformações na própria arquitetura dos data centers impulsionadas pela evolução das aplicações. Com a expansão da IA agêntica, a proporção de componentes nos servidores começou a mudar. Segundo o executivo, a relação necessária de processamento em tarefas de treinamento de IA caiu de oito GPUs para uma CPU para uma proporção de quatro GPUs para cada CPU , devolvendo relevância aos processadores nesse tipo de ecossistema. Além do cenário de curto e médio prazo no mercado de semicondutores, Tan compartilhou visões sobre o futuro da computação em escala. O executivo projetou que a computação quântica, com destaque para abordagens fotônicas nas quais já realiza investimentos, deve alcançar maturidade para o mercado comercial e entrar no mainstream tecnológico dentro de três a cinco anos , abrindo novas fronteiras para o setor.




