Mirelle Pinheiro

Clínica no RJ é denunciada por lipo irregular e rebate: “Ninguém morreu”
Clínica no RJ é denunciada por lipo irregular e rebate: “Ninguém morreu” · Imagem: Clínica no RJ é denunciada por lipo irregular e rebate: “Ninguém morreu”

Pacientes denunciam procedimentos feitos por profissionais não habilitados, e clínica responde dizendo para clientes focarem no biquíni

Clínica no RJ é denunciada por lipo irregular e rebate: “Ninguém morreu”
Clínica no RJ é denunciada por lipo irregular e rebate: “Ninguém morreu” · Imagem: Source: www.metropoles.com

Letícia Guedes, Mirelle Pinheiro

Clínica no RJ é denunciada por lipo irregular e rebate: “Ninguém morreu”
Clínica no RJ é denunciada por lipo irregular e rebate: “Ninguém morreu” · Imagem: Source: www.metropoles.com

22/10/2026 07:29, atualizado 22/10/2026 07:35

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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) investiga uma clínica de estética localizada em Nova Iguaçu após denúncias de que profissionais sem a habilitação necessária estariam realizando procedimentos invasivos, incluindo intervenções com características de lipoaspiração.

Clínica no RJ é denunciada por lipo irregular e rebate: “Ninguém morreu”
Clínica no RJ é denunciada por lipo irregular e rebate: “Ninguém morreu” · Imagem: Source: www.metropoles.com

Em uma das denúncias, uma paciente relatou que foi submetida a um procedimento anunciado como “hidrolifting”, mas que, segundo sua descrição, envolveu a introdução de uma cânula, aspiração de gordura abdominal e posterior aplicação dessa gordura nos glúteos.

Ela disse que recebeu medicamentos sedativos e desmaiou três vezes durante o procedimento, que teria sido realizado por uma profissional sem formação concluída.

A mesma paciente também relatou complicações após outro procedimento estético, apresentando dores e nódulos na região glútea. O exame de corpo de delito confirmou a existência de lesões corporais.

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Prints obtidos pela coluna mostram a clínica rebatendo os relatos das pacientes. Em uma das mensagens, a empresa afirma que “ninguém morreu ou vai morrer”. Em outra, orienta as mulheres a focarem no biquíni.

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Marketing e grupos de WhatsApp

A investigação teve início em 5 de outubro deste ano, após policiais civis comparecerem ao estabelecimento para apurar uma denúncia de irregularidades. Na ocasião, foram apreendidas 16 ampolas de midazolam, medicamento controlado utilizado para sedação, cuja origem ainda está sendo investigada.

Os policiais identificaram ainda publicações em redes sociais e mensagens em um grupo de WhatsApp da clínica, utilizado para divulgar procedimentos e promoções, nas quais clientes relatam dores intensas durante os atendimentos.

Os investigadores também apuram a utilização indevida dos dados de um profissional apresentado como responsável técnico da clínica.

Em depoimento, ele negou ter assumido a função, recebido pagamentos ou autorizado a utilização de um carimbo com seu nome encontrado no estabelecimento.

A Polícia Civil investiga possíveis crimes de exercício ilegal da medicina, lesão corporal, exposição da vida ou saúde de terceiros a perigo, falsidade documental e crimes contra as relações de consumo.

A PCERJ informou que as investigações continuam para esclarecer a natureza dos procedimentos realizados, identificar possíveis outras vítimas e apurar a responsabilidade dos envolvidos.

“A principal preocupação da Polícia Civil é o risco à saúde das pacientes, já que procedimentos invasivos, especialmente quando associados à utilização de sedativos e realizados sem as condições técnicas necessárias, podem provocar complicações graves, inclusive fatais”, disse a corporação em nota.